quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

As greves do costume

E amanhã temos mais uma greve do Metro de Lisboa. Sei que tem havido greves de vários transportes durante meses quase que consecutivos. Sei também que este é um direito que assiste a todos os trabalhadores, mas considero um abuso e uma falta de respeito para com o consumidor o que tem sucedido nos últimos tempos. Devo dizer, igualmente, que o meu estado de indignação me levou a escrever um e-mail aos recursos humanos do Metropolitano de Lisboa a expor a situação, ao qual nunca ninguém me respondeu. Ou se calhar talvez sim - ao continuarem com estas greves semanais.
A situação actual é difícil para todos os portugueses e as greves, além de não atingirem os objectivos para os quais existem, apenas prejudicam e dificultam o dia-a-dia dos cidadãos. que não se esqueçam que este transporte é um serviço público, o que, por definição, implicaria que fosse gratuito. Mas não é. E, além de o não ser, os preços aumentam a cada ano. E, ao contrário do que seria lógico, a subida de preço é inversamente proporcional à qualidade do serviço.
Podem também dizer que a greve é um protesto em nome de toda a população. Mas não é. É apenas uma forma prejudicial de fazerem uma birra que não leva a lado nenhum e os patrões ficam contentes, pois é menos um dia que têm de pagar aos funcionários.
Se o objectivo é causar transtorno, de facto é um pouco aborrecido, mas já todos nós arranjámos soluções alternativas de estarmos onde temos de estar todos os dias.
Para cúmulo, ainda querem fazer a seguinte celebração: "Há 54 anos a levá-lo ao seu destino". Agora pergunto eu: descontanto todos os dias de greve, quantos anos se teriam de subtrair?
 
Deixo-vos o seguinte artigo presente na edição impressa do jornal Público de ontem, dia 07 de Janeiro de 2014:

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